|

"A água que mata a sede é a mesma que mata a fome. Sem o
bom manejo dela,
o mundo não dobrará a produção de alimentos até o ano 2020".
(Norman Borlaug Agrônomo Prêmio Nobel da Paz)
" MAR DE ÁGUA DOCE NO PIAUÍ "
(Publicado por
Sergio Silva, no Jornal do Síndico/Belém-abril/98)
|
|
Por incrível que possa parecer,
existe um verdadeiro "mar de água doce" sob a terra seca do nordeste.
Só no estado do Piauí, existe um volume de águas subterrâneas quatro vezes maior que a
Baia de Guanabara. Mas os projetos para aproveitá-las ficaram engavetados.
Durante mais de vinte anos, o geólogo João Alberto Bottura,
pesquisador do IPT paulista, trabalhou em projetos de estudos de águas subterrâneas no
Nordeste, mas os seus trabalhos permaneceram nos arquivos dos vários órgãos públicos
brasileiros que os encomendaram, por falta da decisão política de aproveitá-los.
A certeza de que não falta água no Nordeste não é nova. Em 1984, o
famoso Projeto Radam, do Ministério das Minas e Energia, constatava através de
sensoriamento remoto, a existência de um potencial de 220 bilhões de metros cúbicos de
água nas áreas mais afetadas pelas secas, sendo 85 milhões na superfície e 135
milhões subterrâneas.
Suficiente para o naufrágio da "indústria da
seca".
O geólogo Aldo da Cunha Rebouças, ex-presidente da ABAS Associação
Brasileira de Águas Subterrâneas, afirmou que existe um reservatório hídrico
subterrâneo superior em quatro vezes à Baía de Guanabara, somente no Piauí.
Suficiente para afogar a corrupção política.
Grande parte dos açudes nordestinos não têm descarregador de fundo, uma
válvula próxima à base da barragem para escoamento dos eventuais excessos de água.
Por falta do descarregador de fundo o sal trazido pelos rios
se acumula no fundo dos açudes e, com o tempo, saliniza toda a água, inutilizando-a até
para a irrigação.
Desde sua criação, o DNOCS - Departamento Nacional de Obras
Contra as Secas, consumiu mais de 6 bilhões de dólares em construção de açudes, projetos
de irrigação e poços.
A maioria em terras de políticos.
Para o povo... ó!
|
|