A INFLUÊNCIA DO MEIO AMBIENTE NA SAÚDE
HUMANA
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Um recente informe da Organização das Nações Unidas, divulgado em
Washington, revela que mais de 3 milhões de crianças morrem no mundo a cada ano, de
diarréia, por falta de água potável e infra-estrutura sanitária.
Outras
situações de degradação ambiental, como a emissão de chumbo, causam danos cerebrais e
renais na população infantil. Os especialistas advertem que os habitantes de países
onde se produzem processos de desenvolvimento muito acelerados, como China e Brasil,
enfrentam uma combinação perversa de serviços sanitários inadequados e contaminação
industrial.
Mesmo as
nações industrializadas da Europa e América do Norte seguem sendo vulneráveis.
Contaminantes industriais na água e no ar contribuem para a elevada taxa de enfermidades
crônicas, como câncer e doenças cardiovasculares.
O informe
examina situações como a expansão da agricultura, a industrialização e uso mais
intenso da energia, como agravantes da degradação ambiental e que influem sobre a saúde
humana. As estimativas são de que cerca de 5 milhões de pessoas são envenenadas a cada
ano nos países em desenvolvimento como resultado da atividade agrícola.
Outro
reflexo das condições ambientais, como o desmatamento e as queimadas, é a
disseminação de enfermidades infecciosas como a malária e a leshmaniose, pois se criam
as condições adequadas para a reprodução dos mosquitos e outros insetos que transmitem
este tipo de doenças. Mudanças climáticas, que geram secas e inundações, facilitam a
propagação de epidemias de dengue e cólera mesmo em regiões onde nunca houve
contágio. O informe reconhece que enquanto a Medicina avançou, descobrindo vacinas e
remédios mais eficazes, houve um descuido geral com relação ao Meio Ambiente e às
medidas de prevenção.
Ao
divulgar os dados a ONU propõe que governos, organizações não- governamentais,
empresas, comunidades e agências internacionais cooperem em um esforço conjunto para
melhorar o acesso à água potável e a preservação dos mananciais hídricos,
infra-estrutura sanitária, higiene e uso de tecnologias mais limpas e eficientes.
Em
sintonia com esse alerta e o apelo de mobilização, a seção gaúcha da Associação
Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-RS) e mais de 50 outras entidades,
públicas e privadas, vêm preparando a V Semana Interamericana da Água, programada este
ano para 17 a 24 de outubro, com o objetivo de chamar a atenção sobre a importância da
água - e principalmente a sua preservação - na manutenção da saúde humana e da vida
na Terra.
O
chamamento é principalmente para que a área empresarial se engaje nessa campanha de
esclarecimento. Especialmente porque as indústrias do Rio Grande do Sul, sejam elas de
pequeno, médio ou grande porte, vêm realizando um grande esforço para melhorar seus
índices ambientais reconhecendo que nenhum desenvolvimento será pleno se não for
ambientalmente sustentável.
E que o
progresso tem que se refletir em mais saúde e melhor qualidade de vida para a
população.
(Cecy Hirano)


COMENTÁRIO DA HIGISERVICE:
Sem descuidar de
outros setores do saneamento ambiental, Cecy Hirano vem dedicando um esforço
extraordinário voltado à qualidade da água, e em especial à qualidade da água
destinada ao consumo humano, como Diretora da ABES-RS, Jornalista e Cidadã
e, mais recentemente, editando a importante e bem elaborada revista "Água
Online".
Quando a água não
recebe o tratamento adequado, o prejuízo à saúde pública é enorme e muitas vezes
irreparável, com a perda de tantas vidas humanas, principalmente de crianças inocentes.
Seja pelo despejo de
resíduos industriais, sem qualquer tratamento, em mananciais superficiais, seja pela
contaminação das águas subterrâneas atingidas pelo chorume dos "lixões"
urbanos, ou mesmo pela contaminação de água tratada nos reservatórios dos próprios
consumidores; TODAS as agressões cometidas contra a água, devem ser intransigentemente
combatidas.
Portanto, o
louvável trabalho que vem sendo desenvolvido por Cecy Hirano merece todo apoio da
Higiservice.

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