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Bacharel
em Ciências Econômicas.
Pesquisador do Instituto de Economia da UNICAMP
Formação complementar em Ciências Naturais, Psicológicas,
Filosóficas, de Comunicação, entre outras..
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Gestão dos Recursos Hídricos
Quanto mais a sociedade avança em termos sócio-econômicos, mais tende a
concentrar-se em aglomerações urbanas e torna-se mais vulnerável frente
as perspectivas de disponibilidade de recursos hídricos, um fator
imprescindível para a sustentação necessária para suas atividades
vitais.
A preocupação em relação à disponibilidade hídrica mundial faz crescer
a busca por soluções regionais e locais sustentáveis, no caso específico
da água, há de considerar sua capacidade de sustentar-se ao longo do
tempo, de não se auto-destruir, de continuar produtivo.
O crescimento gradativo da demanda hídrica em aglomerações urbanas, o
aumento do desperdício arbitrário e a decrescente oferta do volume das águas
nos mananciais de captação resultam em processos de racionalização de
abastecimento cada vez mais comuns em várias cidades de pequeno, médio
e/ou grande porte, prejudicando invariavelmente, de uma forma ou de outra,
todos os agentes econômicos (famílias, comércio, indústrias, etc.). Se
associarmos estes fatos ao horizonte de crescimento sócio-econômico é óbvio
que seja necessário a reestruturação da administração de tais recursos.
A água deve ser administrada dentro de uma sustentável, a fim de conseguir
a conservação, a distribuição e o uso eficiente dos recursos explorados.
Hoje, na rede de distribuição da maioria dos municípios brasileiros há
um desperdício médio de 40 litros para cada 100 litros de água já
tratada.
A evidência para explorarmos e aumentarmos a oferta de tais recursos, não
é aumentarmos a produção ou a captação nos mananciais, e sim,
valorizarmos o volume já explorado e evitar a contínua degradação das
fontes de captação.
No caso do desperdício hídrico urbano, os investimentos adequados tanto
economicamente quanto ecologicamente, seriam por exemplo, em tubulações
menos vulneráveis a vazamentos, aparelhos meditórios (hidrômetros) mais
precisos, leis que estimulem a economia doméstica, etc. A problemática
central está na mudança no enfoque administrativo de tais recursos, é
necessário termos consciência da lógica econômica de sua preservação.


Há um século atrás, a população mundial não era tão numerosa e a
quantidade de recursos naturais que eram explorados, não representavam ameaças
de esgotamento.
Hoje caracterizamos nossa sobrevivência em um planeta com uma população
de 6 bilhões de habitantes e com relativa escassez dos recursos naturais.
A economia atual se vê com necessidade de começar a contabilizar as perdas
relativas ao meio ambiente. Antes da década de sessenta, os desmatamentos
florestais, a poluição das águas, a perda de espécies da fauna ou da
flora, perda da qualidade do solo, o aumento da radiação solar, o stress
causado pelas atuais características das cidades, enchentes etc, eram
apenas fatos que não tinham importância significativa para a economia,
podiam ser classificados como “problemas naturais”.
Reconhecer que nossos hábitos frente ao nosso planeta precisam mudar, já
é um grande passo. Mas onde se concentram os efeitos maiores dos males
capitalistas contra a natureza?
Quando falamos em meio ambiente ou natureza, não falamos apenas em bichos,
em rios, ou florestas. Estamos visualizando um conjunto de fatores que
direta ou indiretamente estão causando a deterioração da qualidade de
vida da atual e/ou também da futura geração.
Por exemplo, as cidades hoje precisam mudar, não é sustentável o modelo
vigente, a racionalidade quer dizer que não é viável desperdiçarmos
enormes quantidades de litros de gasolina nos congestionamentos, erguer
construções que não aproveitam a energia da luz natural ou o espaço físico
adequado entre prédios e residências etc.
Enfim, os males contra a natureza representam a perda do bem-estar entre
gerações. Por volta do ano de 2005, provavelmente teremos veículos
silenciosos movidos a célula de combustível, com eficiência que pode
chegar de 50 a 100 Km por litro de combustível que pode ser o hidrogênio,
que pelo escapamento do automóvel lançaria água ao invés de combustão
de material fóssil.
A economia afinal, ampliará seu campo de análise sobre a ótica da
sustentabilidade. A economia de recursos naturais se faz necessária à
medida que seus limites se aproximam do esgotamento, à medida que as doenças
causadas pela degradação começam a ser perceptíveis, à medida que vamos
trocando o barulho da cidade pelo silêncio dos campos.
As indústrias também observam as oportunidades de negócios vista as
preferências e aumento da conscientização dos cidadãos, bem como as leis
que também se tornam mais exigentes. Não há como fugir da atual
necessidade de preocuparmos mais com o lixo que produzimos, com as cidades
superpovoadas, com as mortes causadas pelo stress. Enfim, começamos a crer
que nosso planeta tem fim.
Referência
bibliográfica:
COMISSÃO
Mundial sobre meio ambiente e desenvolvimento.
Nosso Futuro Comum. Rio de Janeiro: FGV, 1991, 430p.
HAWKEN, Paul, Lovins
Amory, Lovins L. Hunter. Capitalismo Natural.
São
Paulo: Ed. Cultrix, 1999. 358p.

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