VANESSA
CÁSSIA BARROS ALVES
2ª
Série do Ensino Médio
Colégio
Madre Celeste (N.Marambaia)
Belém - PA
MINHA
ÁGUA, MINHA VIDA
H2O. Substância
tão simples. Tão
preciosa. Tão vital.
Não se concebe a existência do Universo sem a existência da
matéria. O fogo que
fermenta, o ar que alimenta, a terra que formata, a água que sedimenta.
Desde o princípio da criação desse Universo foram
estabelecidas as regras para a sua continuação.
Durante todos os tempos a própria natureza encarregou-se de
gerar, consumir, reciclar e refazer a ordenação e a existência de
seus elementos. Mas a natureza não contava que, em sua fusão, casual
ou prevista, surgisse um quinto elemento desarmônico, infiel, poderoso,
movido pela ignorância e pela ambição, que ignorasse a razão e sob o
controle das paixões: o homem. Homem
que usa o fogo para destruir a floresta, para explodir edifícios, para
aniquilar seu irmão. Homem
que contamina o ar com suas chaminés químicas e seus seres biológicos.
Este homem que abre as crateras em busca do metal dourado ou do
metal negro. Este que polui
as águas e que a utiliza forma completamente irracional.
Água esta, seja sob os conceitos religiosos, científicos ou políticos,
têm sido utilizada para “regar” a vida, o princípio fundamental
dos seres vivos.
Sabe-se que a maioria
das religiões utiliza a água, de alguma forma, para o ritual
purificador. O próprio
Senhor Jesus foi batizado nas águas do rio Jordão.
O Batismo, um dos símbolos fundamentais do Cristianismo, usa a
água como representação da aceitação de Deus.
Na Ciência, é um dos
principais solventes e reagentes. A
solução de bateria contém água; os remédios; as reações químicas;
os seres unicelulares e microscópicos; as estrelas mortas; o doce de
cupuaçu; o açaí e o tacacá; o beijo, dizem, é molhado; a chuva das
quatro horas é abençoada por Deus e cantarolada pelos poetas.
Os políticos alardeiam
sua demagogia e sua hipocrisia, e nada fazem de efetivo. Usam a água
também, e se “dão bem”. Ganham
votos e eleições. Mas a
questão do uso da água passa, do simples gesto de se beber apenas um
copo, no nosso forte calor tropical, à questão super relevante,
intrigante e enroscada da Soberania Nacional, onde nações
desenvolvidas ou não, pretendem apoderar-se de nossa Amazônia, de
olho, principalmente, nas reservas de água doce aqui existentes.
E o que é pior, com a conivência de nossos governantes, ou
mais, de nós mesmos.
Falar sobre a importância
da água em nossas vidas é “chover no molhado”.
Mas essa chuva poderá ser cada vez mais ácida e o ato de
“molhar a planta” do corrupto poderá não levar a mais lugar algum.
A água pode apagar o
fogo que queima as florestas. A
água é um projeto divino da vida.
A água deveria ser um verbo.
Similar ao verbo amar: eu amo, tu “águas”, ele ama, nós
“aguamos”.
Ao se perfurar o solo em
países do Oriente Médio, não jorra água, jorra petróleo.
Em alguns desses lugares um copo de água é mais caro do que um
barril de petróleo que, dias atrás estava com o preço na casa dos
setenta dólares. Nesses países,
uma avançada tecnologia retira a água do mar e a transforma em água
potável. Mas o custo disso é altíssimo.
Será que algum dia, países
ricos –para não se falar em nosso país, indiscutivelmente pobre–
precisarão utilizar-se dessa tecnologia?
Talvez possamos viver mais vinte e um séculos, ou até vinte e
um anos. Ninguém sabe ao certo.
Discutir a utilização
ou a reutilização da água torna-se indiscutível.
Deveria-se criar uma disciplina escolar sobre a preservação da
natureza e a água como seu foco principal.
Por que não? A família
e a Escola são a base para esses princípios.
Cidadãos não se tornam conscientes sem conhecimento e sem
cultura. O conhecimento é
a sabedoria.
Quero viver. Preciso viver. E
não há outra saída. Quero
água e preciso dessa água limpa, límpida, saudável e abundante.
E você? É
diferente ou indiferente?
A luta pela sobrevivência
faz as pessoas descerem à “lama”, e a beberem do fundo desta; a
comer insetos e bichos de qualquer espécie.
É como no deserto ou no agreste nordestino.
A riqueza será transformada em miséria.
Tanto no sertão como nas grandes cidades.
Por um pouco de água, homens poderão matar.
Não há tempo a perder.
A hora é agora. Reúna sua comunidade. Comece
com a sua família, ou com os seus vizinhos, com os amigos, os colegas
na escola, no trabalho. A
conscientização deve partir de dentro para fora. Não adianta esperar só pelos Governos.
E
se a esperança depende da vida, enquanto houver água, haverá vida. A
vida é só uma questão de tempo, ou melhor, de água.

Vanessa
Cássia Barros Alves
2ª série do Ensino
Médio
Colégio Madre Celeste (N.Marambaia) / Belém - PA