H2O: A FÓRMULA QUÍMICA
DA VIDA
Água.
Uma palavra muito comum, presente em nosso dia-a-dia. Tão comum, que
as vezes esquecemos seu significado e sua importância. Por exemplo:
quando sentimos sede, vamos até a geladeira e pagamos um copo com água;
bebemos, nos saciamos e então jogamos o resto na pia. Pronto;
simples. Você pode até pensar que é pouquíssima água se comparada
aos imensos mares e oceanos do mundo, mas milhares de pessoas fazem
isso várias vezes ao dia. Pense e faça as contas. A quantidade de água
desperdiçada neste gesto corriqueiro é imensa: são milhões de
litros de água jogados fora. Este é apenas uma das várias formas de
desperdício que o homem fez questão de inventar.
Apesar
de ser o produto mais abundante da natureza, a água é um bem
limitado. Dois terços da superfície terrestre são cobertos por água,
porém, deste total, apenas 0,75% estão disponíveis para a
humanidade suprir suas necessidades. Pode parecer pouca coisa, mas
seria o suficiente se o homem não diminuísse sua “pequena fatia”
de água, com tanta poluição e desperdício.
Não
há um único ser vivo na Terra que não precise de água para
sobreviver. Desde uma simples bactéria até o complexo ser humano,
todos necessitam daquelas duas moléculas de hidrogênio unidas à
outra de oxigênio: H2O, a fórmula química da vida.
“O
elemento primordial é a água”, disse Tales de Mileto. Com razão,
pois sem ela qualquer forma de vida seria impossível. Porém, o ser
humano com sua ambição está envenenando, gastando à toa seu bem
mais precioso. Está matando a “mãe água” e a si mesmo.
Por
natureza, o homem tende a valorizar somente aquilo que lhe custa caro
ou o que já perdeu. A água não nos custa caro (cerca de um real por
mil litros) se comparada ao petróleo, talvez por isso, a humanidade não
lhe dê seu devido valor. Mas quando a água começar a faltar,
pagaremos o alto preço de nosso descaso. Em 25 anos, o petróleo começará
a escassear, ao passo que um terço da humanidade estará morrendo de
sede ou por contaminação da água. Conseguimos viver milhares de
anos sem petróleo, mas sem água, será que podemos viver?
Os
avanços tecnológicos têm proporcionado ao homem algumas
alternativas para evitar que o mundo morra de sede. O processo de
dessalinização da água é uma boa opção usada por muitos países
para suprir suas necessidades, mas por enquanto, só está à disposição
de nações que têm bilhões em dinheiro para custear esta
alternativa. Outra possível saída para o problema, são as estações
de tratamento, que tentam imitar a natureza, reaproveitando
continuamente a mesma água. Na estação, o esgoto chega aos tanques
e passa por vários processos de limpeza. Esta é a melhor forma de
garantir um bom volume de água limpa. A técnica do reuso também
pode ser uma excelente solução para a falta do recurso. Nos Estados
Unidos, a mesma água pode ser reciclada mais de dez vezes. A despoluição
de mananciais é uma importante arma na luta contra a escassez. O
processo é trabalhoso e demorado, mas perfeitamente possível. Um
exemplo bem sucedido é o rio Sena, na França: Hoje, até campeonatos
de natação são realizados lá.
O
saneamento tem um papel crucial na conservação da água. Como a
maior parte do esgoto produzido é lançada em rios, o mesmo deveria
passar por um processo de tratamento antes de ser despejado. Os resíduos
industriais também devem ser tratados com o máximo rigor antes de
serem descartados em qualquer lugar, principalmente na água. Existem
muitas propostas para a resolução do problema da escassez, porém,
as mais eficazes são a informação e a educação.
A
situação está se tornando alarmante. Em certas regiões do mundo, o
conteúdo de um copo é mercadoria valiosa. Nossos mananciais estão
agonizando com a crescente poluição. Temos que poupar e preservar; a
começar por nossas casas, por nós. Beber só o necessário, não
deixar a torneira aberta enquanto não usamos, não jogar lixo nos
rios, exigir providências das autoridades, gestos simples, mas que
ajudam a preservar o liquido mais valioso de todos. Seja por consciência
ou por necessidade, a humanidade tem que aprender que água não é
para ser desperdiçada nem agredida com poluição.
Talvez
você pense: “é só isso que eu posso fazer? Tão pouco!”. Parece
pouco, porém, se cada um fizer a sua parte, nossos filhos e netos não
viverão em um deserto, mas poderão sentir o gosto maravilhoso deste
liquido sem sabor.
Não
esqueça que a água que cai sem necessidade pelo ralo, leva um pouco
de vida do planeta com ela. Seja consciente, dê sua parcela de
contribuição, ou as últimas gotas de água que restarem serão
disputadas a preço de ouro e sangue.