Assim
como muitas outras metrópoles deste planeta, Belém também está
hoje na luta contra um dos maiores inimigos do homem; a poluição.
Muitas
de nossas fábricas, de onde derivam os mais diversos produtos, dão
conseqüência a uma gama alastrante de poluentes e dejetos que
deterioram nosso planeta, de forma visível e ‘macabra’, muito
combatida por órgãos do governo relacionados ao meio ambiente.
Podemos
falar também da grave poluição por mercúrio, que ocorre em
grande escala nos garimpos da Amazônia, especialmente no Pará.
Problemas agravantes, que são invisíveis aos nossos olhos, como a
contaminação da água destinada ao consumo humano, detectados em
nossos reservatórios prediais, que, por sua vez, é consumida e
usada de forma errônea e alarmante, ocasionando grandes desperdícios.
Diariamente
ouvimos casos relacionados ao mau tratamento da água em nossos
reservatórios prediais, ocasionando assim vários tipos de doenças
de veiculação hídrica, principalmente em prédios residenciais.
Também é importante ressaltar, lugares onde há falta de
tratamento e precárias condições sanitárias, proliferando assim,
uma série de doenças conseqüentes da água contaminada.
No
que se refere ao desperdício da água, diariamente nos deparamos
com certos hábitos e vícios de higiene, onde encontramos pessoas
utilizando mangueiras para lavar carros, que também são usadas
como ‘vassoura hidráulica’ para varrer as sujeiras das
garagens, regar as plantas dos jardins, lavar paredes, etc..., tudo
com a água tratada, filtrada e fluoretada.
Algumas
pessoas, que se conscientizaram com o problema de desperdício,
fizeram alguns projetos que realmente saíram do papel e se
realizaram, tornando-se teses em faculdades de arquitetura e
engenharia, onde se destaca a casa auto-sustentável, que consiste
na construção de uma casa onde se armazena e aproveita a água da
chuva –já que a nossa região apresenta um alto nível pluviométrico,
favorecendo esse tipo de providência – que é coletada por calhas
na cobertura, abastecendo reservatórios inferiores (cisternas) cuja
finalidade será destinada aos fins secundários de utilização,
tais como, descarga em vasos sanitários, rega de plantas e jardins,
lavagem de garagens e pisos em geral, entre outros.
Esses
problemas apresentam detalhes que passam desapercebidos pela população,
por falta de divulgação, investimentos e conscientização por
parte de nossos governantes, que só pensam em multar, gastar, e não
em repor.
Embora
a fiscalização e aplicação de multas pelos órgãos ambientais
possam coibir os abusos e ações criminosas, praticadas contra o
meio ambiente, poluindo corpos d’água, acreditamos que, uma ação
efetiva do governo no sentido da educação sanitária e ambiental
possa contribuir grandemente para a preservação da água em nosso
planeta.