Água,
composição perfeita que permite a vida em nosso planeta, saciando
nossas necessidades vitais e caracterizando a natureza do mundo em que
vivemos.
Composta
de dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio, a água, com sua
importância vital, fez com que o homem desde os tempos primitivos lhe
dedicasse a maior atenção e cuidados que culminaram, através dos
anos, nas fases de captação, armazenamento, abastecimento,
tratamento e preservação, conforme a sua utilização.
O
homem pré-histórico fez uso primeiramente das águas superficiais e
das águas das chuvas. Com
o passar dos tempos, quando percebeu a escassez dessas águas nas
proximidades dos lugares habitados, desenvolveu métodos para o
aproveitamento da água existente abaixo da superfície do solo.
A princípio, consistiam em simples cavidades abertas no solo,
de pequena profundidade, retirando a água do lençol superficial,
como ainda se faz em algumas partes do mundo.
Entretanto, dada a necessidade de maiores quantidades no
consumo de água, fez-se necessário o aprimoramento de técnicas para
a perfuração de poços mais profundos, sendo que os chineses
conseguiram alcançar a profundidade de 450m, adotando métodos bem
semelhantes aos de hoje.
Os
povos antigos executaram importantes obras de armazenamento e condução
de água, como canais de irrigação e aquedutos.
Eram sistemas de canalização de água capazes de atravessar
vales ou outras depressões do terreno.
Sendo
a água indispensável à vida do homem e como sem água nenhum ser
pode subsistir, é indispensável cuidar do respectivo abastecimento
tendo em vista as suas diversas finalidades:
consumo pessoal, usos domésticos, industriais e serviços públicos,
tais como, limpeza, combate a incêndios, irrigação, etc...
Vale ressaltar que, com o constante aperfeiçoamento dos
conhecimentos científicos, aumentam as exigências quanto às
propriedades da água potável.
A
distribuição da água nas cidades é feita por meio de bombas hidráulicas,
a menos que provenha diretamente de lagos ou nascentes situados em
altas montanhas, ou de reservatórios localizados em pontos elevados
que permitem a distribuição sob pressão.
Uma rede de canalização subterrânea alimenta fontes, habitações
e indústrias. A fim de
evitar desperdícios, possibilitando assim um atendimento adequado no
serviço de distribuição de água, o consumo nas cidades é
controlado por meio de medidores chamados hidrômetros.
Para
que possamos fazer uso de água livre de contaminação, é indispensável
que ela seja submetida a um tratamento apropriado a fim de retirar as
impurezas. As mais
perigosas são os micróbios que proliferam diversos tipos de doenças.
O
lodo é outra forma de impureza: dá um gosto desagradável e torna a
água imprópria para consumo.
A
água pode, também, conter impurezas que a colorem e lhe dão mau
odor. Em alguns lençóis
o teor de ferro é tão grande que, além de danificar as bombas de
sucção, mancham roupas e reservatórios.
Outro
problema grave, são os resíduos gerados pelas cidades, indústrias e
atividades agrícolas que têm um potencial de poluição muito
grande. O lançamento de
esgotos domésticos, efluentes industriais, lixo e entulhos,
diretamente nos rios, consome o oxigênio da água, provocando a morte
da fauna, flora e da própria água.
A
água das cidades é quase sempre submetida a operações para
purifica-la.
Estas
podem ser as mais diversas. O
cloro é a substância de uso mais corrente na purificação.
O produto é utilizado em quantidade suficiente para destruir
os micróbios, sem afetar os seres humanos.
As
águas sujas e lodosas são filtradas: atravessam várias camadas de
areia, abandonando, na passagem, a lama e os micróbios.
Algumas
cidades melhoram as condições de suas águas com diversos tipos de
produtos químicos. Outras
fazem-nas jorrar em jatos, a fim de que o sol e o ar operem a obra de
purificação. Outras,
ainda, combinam todos esses meios.
Em
alguns lugares, distantes dos centros urbanos, a própria população
se encarrega de purificar a água que utiliza.
Ela a esteriliza, fazendo-a ferver, ou purifica-a com a ajuda
de filtros individuais.
Diante
de tanta necessidade de consumo, somos responsáveis pela preservação
da água existente em nosso planeta, que apesar de representar 75% da
superfície terrestre, 97,5% deste total é salgada, restando apenas
2,5% à disposição da vida na Terra.
Apesar de parecer um número muito grande, se não
preservarmos, a Terra corre o risco de não mais dispor de água para
consumo, o que significa que a grande máquina viva pode parar.
Enfim,
não podemos desperdiçar, poluir, nem envenenar a água. Sua utilização
deve ser feita com consciência para que não venhamos a ter uma situação
de esgotamento ou deterioração da qualidade de nossas reservas,
comprometendo assim, a vida na Terra.
