O DESPERDÍCIO DA VIDA
O
homem pode sobreviver sem muitos recursos oferecidos pela natureza
mas, sem dúvida, não tem como sobreviver sem seu “combustível”
principal, a água. Sem ela, ele pára, estanca, fica
completamente sem funcionamento e, infelizmente, morre como uma
planta seca desidratada. Porém, parece que ele está alheio a
essa verdade.
Antes
de algumas atitudes impensadas no nosso “grande sem pensante”,
o planeta tinha um azul mais doce, mais cristalino, mais natural.
Hoje, tristemente, o azul está salgado, mais poluído, mais
precioso e disputado.
A
água potável representa um dos recursos naturais mais desejados
do mundo. Isso é tão verdadeiro que as nossas reservas estão
sendo cobiçadas pelos países que já sofrem a perda de um bem tão
precioso. O problema da água no mundo já se caracteriza como uma
situação preocupante; os níveis de água, principalmente doce,
no Brasil e no mundo vêm diminuindo a cada ano que passa. Fato
este que alguns cientistas e pesquisadores contataram: que a água
representará motivo de guerra daqui há uns vinte ou trinta anos.
Hoje, infelizmente, já temos disputas em alguns lugares. Isso é
realmente preocupante!
Atualmente
o Brasil detém grande parte da água doce mundial. Isso é
relativamente bom, mas a distribuição dessa água para as
diversas regiões do país, infelizmente é desigual. No sudeste
do Brasil, por exemplo, concentra-se a maior parte da população
brasileira, mas as áreas dessa região onde está concentrada a
água doce (rios, lagos, lagoas) são as que estão correndo maior
risco de acabar, pois em decorrência do desequilíbrio ambiental,
essas áreas estão sendo poluídas e desmatadas. Some-se a isso o
problema da escassez de chuvas em locais como o sertão do
nordeste brasileiro, onde é comum observar famílias inteiras
padecendo com a falta d’água.
Diante
da gravidade da situação, as pessoas ao invés de procurar soluções
alternativas e maneiras mais conscientes de preservação da água,
migram para lugares em que este problema ainda não esteja tão
acentuado e não se conscientizam de que com essa atitude, além
de aumentar o número de pessoas em um determinado lugar, conseqüentemente,
aumenta o consumo e o desperdício d’água, gerando, assim, um
hiperconsumo de um tesouro que está ameaçado de se extinguir.
Sabemos
muito bem que o problema vem se agravando a cada ano. Rios e lagos
estão sumindo, poços estão secando, lençóis freáticos estão
desaparecendo e parece que ninguém está levando isto muito a sério.
Precisamos agir! É necessária uma conscientização global sobre
o assunto, inclusive por parte das autoridades, pois só juntos
poderemos adotar programas de preservação e economia d’água.
Portanto,
é preciso que o homem acorde para o problema, perceba que sua água
é realmente sua vida. Sem ela, é o fim. Campanhas de como
preservar, proteger, não agredir, não contaminar, devem ser
objetivos constantes de todos os viventes do planeta. Palestras de
conscientização, principalmente para aqueles que vivem
contaminando com lixos industriais, devem existir com mais freqüência.
O homem precisa parar de desmatar, ferir a natureza, pois
percebe-se que esta está com ‘sede de vingança’. Se existir
um trabalho harmônico em prol da sobrevivência, certamente alçaremos
vôo para um planeta azul de águas cristalinas novamente,
evitando dessa forma que a escassez de água faça parte de nossa
realidade.