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ÁGUA COM
CHEIRO DE GASOLINA EM POÇOS NO
BAIRRO DE NAZARÉ
A
Promotoria do Meio Ambiente está outra vez com um antigo problema na
pauta dos assuntos que exigem providências urgentes e investigação
especializada. O cheiro de gasolina na água de poços de condomínios no
bairro de Nazaré está de volta. Dois grandes condomínios daquele bairro
já reclamaram da água dos seus poços.
Em
1994 a Dra. Maria da Graça Azevedo da Silva, Promotora de Justiça do
Meio Ambiente, instaurou um Inquérito Civil e comprovou a presença de
derivados de petróleo em poços cuja água era utilizada para consumo
humano, no bairro de Nazaré. As investigações realizadas com o auxílio
dos técnicos da SECTAM, não conseguiram determinar qual foi a origem dos
poluentes, presumindo-se que teria ocorrido vazamento em tanque de combustível,
supostamente de algum posto de gasolina, em local incerto e não sabido. A
dinâmica dos aqüíferos subterrâneos exigia muitos exames laboratoriais
para que os competentes técnicos da Sectam pudessem localizar a origem
dos poluentes. Mas, como geralmente acontece, os recursos disponíveis
eram poucos e não foram suficientes.
No
dia 22 de dezembro de 1994 a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia
e Meio Ambiente – SECTAM enviara um ofício ao signatário desta coluna,
comunicando que os últimos exames de cromatografia gasosa, feitos pela
CETESB em São Paulo, relativos aos parâmetros Benzeno, Tolueno e Xileno,
de amostras coletadas nos poços atingidos, resultaram dentro do padrão
de potabilidade. Com isso o inquérito estava praticamente encerrado, sem
que fosse localizado o causador da agressão à natureza.
Curiosamente,
nesse mesmo dia 22/12/94 era publicada no Diário Oficial do Estado do Pará,
a Lei nº. 5.882, que instituiu a obrigatoriedade da higienização e
desinfecção dos reservatórios prediais de água destinada ao consumo
humano, a conceituação desses reservatórios quanto ao seu uso; a definição
dos responsáveis pela sua manutenção e outras providências. Ainda
quando estava na fase de projeto, essa lei recebeu parecer técnico
altamente favorável dos engenheiros Luiz Otávio Mota Pereira e Miguel
Elias que exerciam, na época, respectivamente a presidência nacional e
regional da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental
(ABES).
Outras
personalidades de reconhecida competência no sanitarismo brasileiro
elogiaram a lucidez do legislativo, ao dotar o Pará de um diploma legal
que foi considerado exemplar para todo Brasil. Inclusive porque impedia
aos “profissionais da água” que tivessem contato com substâncias
contaminadas ou poluentes; apesar de que algumas empresas dedetizadoras
(que trabalham com venenos) continuam anunciando publicamente que também
trabalham com água, exercendo simultaneamente as duas atividades, a
despeito do perigo que isso representa.
Com
a palavra o Ministério Público.
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ACELERA-SE O AQUECIMENTO
DOS OCEANOS
Cientistas
garantem que as águas dos oceanos estão se aquecendo num ritmo que
acabará trazendo problemas graves, caso não se altere nas próximas décadas.
Um estudo do Instituto Godard da Nasa, publicado na revista Science,
garante que o aquecimento aumentou em cinco vezes. Para cada décimo de
grau de aquecimento, no início dos anos 50, temos cinco décimos
atualmente. Isso parece ter silenciado muitos especialistas que
consideravam exagerados os cálculos elaborados por softwares de
computadores, sobre o aquecimento global.
O
estudo é resultado de um trabalho de sete anos, do pesquisador Sidney
Levitus e sua equipe, comparando mais de cinco milhões de registros
tomados de 1948 a 1996 de temperaturas dos oceanos Atlântico, Índico e
Pacífico. A faixa que mais esquentou, segundo esses registros, está
entre a superfície e 300 ou 400 metros de profundidade. Abaixo dessa
profundidade a alteração é menor, levando a crer que as hipóteses
sobre o efeito estufa poderão ser confirmadas. De acordo com os
pesquisadores, o fenômeno El Niño, que tem provocado aquecimento em várias
regiões do planeta, não tem qualquer ligação com esse aquecimento dos
oceanos, que é uma tendência de 35 anos enquanto o El Niño ocorre entre
dois e sete anos.
Daqui
por diante, não se pode mais discutir aquecimento global sem discutir os
oceanos”, diz Levitus.
Um enorme iceberg, de
295 km de comprimento por 37 km de largura, desprendeu-se da camada polar da
Antártida, e está flutuando no Mar de Ross, ao sul da Nova Zelândia. Uma
foto, tirada por satélite, dá uma idéia de seu tamanho: totaliza uma
superfície de 11 mil km quadrados, equivalente à metade do estado de
Sergipe. Os cientistas garantem que o desprendimento do bloco de gelo é um
processo natural, e não tem nenhuma relação com o aquecimento global das
águas oceânicas. O imenso bloco de gelo vai fazer falta ao continente
gelado: embora a Antártida seja muito fria, praticamente não chove por lá.
Em razão disso, os cientistas calculam que o continente levará um século
para recuperar o volume de gelo perdido no novo iceberg.
Um fóssil,
desenterrado recentemente na Estônia, pode ser o elo que indica como nossos
ancestrais deixaram o ambiente aquático, nos primórdios do planeta, para
viver em terra firme. Uma equipe do Museu de História Natural de
Londres descobriu, em rochas de 370 milhões de anos, dois fragmentos do
osso maxilar inferior de uma estranha criatura, que apresenta características
comuns aos peixes e aos animais terrestres.
"O
contribuinte é o único cidadão que trabalha para o governo, sem ter de
prestar concurso." (Ronald Reagan)
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