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“REFLEXÕES” COMPLETA
10 ANOS NESTA EDIÇÃO
Em seu número 120 a coluna “Reflexões sobre a água...”
completa os dez anos de publicação no seu Jornal do Síndico, sem jamais
ter falhado em qualquer edição. Com o firme propósito de divulgar a
importância da água em nossa vida e os cuidados indispensáveis que
devemos a ela, este espaço vem apresentando artigos de autoria do signatário
da coluna e de autores diversos com a convicção de estar contribuindo
para a conscientização do público em geral sobre este assunto de
interesse vital para todos.
O crédito pela matérias que estamos apresentando nesta edição são da
Revista Petrobrás nº. 66, repleta de informações de grande importância
sobre a água e a sua relação com a produção de petróleo. Confira!
ÁGUA: O
COMBUSTÍVEL DA VIDA
Substância primordial do Universo e fonte da vida, a água compõe 70% do
planeta e, curiosamente, o mesmo percentual do corpo humano. A quase
totalidade das águas que cobrem a Terra é a mesma desde a sua origem. A
mesma em que os dinossauros se banhavam e bebiam, há bilhões de anos.
Desde então, essas águas circulam, mudando de estado físico e de lugar,
num ciclo que não se interrompe e no qual elas estão sempre se renovando
e, por isso mesmo, mantendo generosamente, apesar do desperdício, da
poluição e da contaminação promovidos pelo homem, a vida do planeta e
dos seres que o habitam.
Na indústria petrolífera, a água também se faz presente. Ela tem papel
fundamental no refino. Sem esse líquido valioso, cuja disputa tem gerado
conflitos no Oriente Médio e na Ásia, seria impossível processar o óleo
e produzir derivados. Já na exploração, ela serve para empurrar o óleo
que está no fundo da rocha para a superfície. Entretanto, a água
salgada que sai junto com o petróleo extraído dos campos marítimos não
é bem-vinda. Ela influi na qualidade do produto e ainda provoca corrosão
nos equipamentos das refinarias. É preciso separá-la do óleo, tratá-la
adequadamente e, então, devolvê-la ao mar.
A água na produção de petróleo - Na exploração e produção, a água
atua como mocinha e vilã. Está presente na rocha juntamente com o petróleo
e o gás natural. Estes fluidos estão separados em camadas. O mais
pesado, a água, fica na parte inferior da rocha, sobre ela o petróleo e
acima deste, o gás. É usual a injeção de água no reservatório para
manter a pressão e auxiliar o fluxo do petróleo para a superfície. A água
a ser injetada na rocha pode ser doce, salgada ou aquela produzida
juntamente com o óleo depois de separada. Seja qual for o tipo de água
injetada no reservatório, ela é tratada para garantir que não ocorra
entupimento dos poros da rocha, dificultando a migração do óleo para o
poços.
(Vale a pena ler o texto
completo desta matéria na Internet, em http://www.higiservice.com.br/petroleo.htm.
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ÁGUA DOENTE, VIDA
EM PERIGO
A água que chega pela torneira percorre um longo caminho. Depois de ser
captada em um manancial, é transportada por tubulações até uma estação
de tratamento, e daí até um reservatório, de onde é distribuída.
Geralmente, as águas que abastecem as cidades são captadas nos rios, mas
em certas regiões brasileiras, como no nordeste, a água subterrânea –
retirada de fraturas e falhas de rochas – tem sido muitas vezes a única
fonte de abastecimento.
Toda água depois de utilizada fica suja. Ela passa a transportar restos
de alimentos, urina, fezes, resíduos e substâncias químicas. A água
utilizada se transformou em água servida, ou esgoto, composto por 99,9%
de água e 0,1% de sólidos dissolvidos e em suspensão. É preciso coletá-lo
e tratá-lo. O tratamento do esgoto retira detritos, substâncias químicas
e microorganismos, deixando as águas tão limpas quanto possível, antes
de despejá-las nos rios e mares. As águas completam naturalmente o
processo, graças à sua capacidade de autodepuração.
No Brasil, somente 10% do esgoto recebe tratamento adequado. O restante é
despejado diretamente no solo, em cursos d’água ou valas que correm a céu
aberto. Do total de domicílios urbanos, mais da metade (51,8%) não tem
esgoto e outros 23,8% não dispõe de água encanada. Os 36 milhões de
brasileiros que não recebem água em casa se abastecem em poços, rios ou
outros mananciais próximos, cujas águas podem estar contaminadas ou poluídas.
Os números desse triste desempenho se revelam no estado de saúde da
população: 30% das mortes de crianças brasileiras com menos de um ano são
causadas por falta de saneamento básico. Outro dado surpreendente é o
percentual de internações no mundo vinculado à qualidade da água: 65%
do total. Prova de que esse alimento mineral precioso para os seres vivos
é mesmo o combustível da vida. ( Revista PETROBRÁS nº.
66 )
O consumo
total de água em uma cidade de grande porte, se dividido pelo número de
habitantes, é estimado em 500 litros diários.
Uma
pessoa gasta, em média, de 75 a 200 litros de água por dia em ingestão,
cuidados pessoais, limpeza e preparo de alimentos.
A lavagem
de um carro com mangueira de jardim pode consumir até 600 litros de
água!
Para
produzir um litro de cerveja são necessários 30 litros de água, e uma
tonelada de milho exige 1,6 milhão de litros de água em irrigação, até
a sua colheita.
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"Todo mundo é
ignorante , apenas em assuntos diferentes."
( Will Rogers 1879/1935 -
comediante americano )
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